Gestores analisando estratégias para o novo EAD em instituição privada

O cenário da educação a distância nas instituições privadas mudou nos últimos anos. Lembro de quando gestores viam a EAD apenas como tecnologia ou formato alternativo. Agora, com um novo arcabouço regulatório, tudo ganhou novas responsabilidades. O que aconteceu afinal? Eu acompanho de perto as mudanças do Ministério da Educação e, neste texto, quero explicar de forma clara como as regras recentes afetam o dia a dia de escolas e faculdades privadas como as atendidas pela Amais.

O que altera o novo marco regulatório?

Em 2023 e 2024, o MEC instituiu atualizações que mudam pontos-chave da EAD. As mudanças vêm em decretos e portarias como a Portaria 2.041/2023 e a Portaria 669/2024, que tratam principalmente de credenciamento de cursos, polos e critérios de certificação. Eu li as regras com atenção e dou destaque para algumas alterações:

  • Controle mais rígido dos polos presenciais e sua localização geográfica;
  • Exigência de atividades presenciais para cursos de formação de professores e saúde;
  • Novos parâmetros de avaliação e visita in loco em certos cursos;
  • Repactuação de polos já existentes e diretrizes para novos cadastros;
  • Critérios diferenciados para tempo mínimo de funcionamento antes de ampliar polos.

Essas normas colocam pressão maior nas escolas privadas, sobretudo as que já tinham forte atuação em cursos a distância – algo muito comum no Brasil.

Avaliação, credenciamento e inovação

Antes, criar um curso EAD era simples em algumas áreas. Agora, o MEC quer garantir mais qualidade e alinhamento com as demandas sociais e regionais. Isso aparece fortemente no credenciamento e na necessidade de demonstração de infraestrutura física e presença ativa dos polos – especialmente em cursos de licenciatura e saúde.

Outra novidade, que como consultor sempre recomendo atenção, são os novos indicadores na avaliação de cursos e instituições:

  • Proporção aluno/professor (no ensino superior privado, há média de 62 alunos por docente, segundo dados recentes);
  • Relacionamento com o território e impacto regional;
  • Projetos inovadores e articulação com políticas de inclusão ou assistência estudantil.

Muitos gestores precisam criar novas estratégias para mostrar diferenciais pedagógicos, ampliando parcerias e ações em captação e retenção. A Amais, por exemplo, atua apoiando essas frentes com planejamento estratégico e ferramentas tecnológicas específicas para o ambiente privado.

Eu vejo um esforço do setor em buscar financiamentos, como FIES, e implementar soluções inovadoras para conseguir mais estabilidade financeira. Temas como CRM educacional e retenção de alunos nunca estiveram tão em pauta – tem um conteúdo interessante sobre papel do CRM educacional para crescimento que pode ajudar quem está se adaptando a esse cenário.

Impactos práticos nas escolas e faculdades privadas

Os efeitos na educação privada são diretos. Cursos de licenciatura, grandes carros-chefes do EAD, terão menos oferta “100% online”. Isso porque as novas regras forçam aulas presenciais em polos e acompanhamento próximo. Quem não tiver boa estrutura física e capacidade de gestão pode perder alunos ou até ser descredenciado.

Segundo o Ministério da Educação, 93,7% dos matriculados em licenciatura no privado ingressaram por cursos a distância. Ou seja, mudanças na EAD mexem com boa parte da receita e da estratégia de crescimento dessas instituições.

Avaliação presencial de EAD com alunos e fiscal observando Os gestores agora enfrentam:

  • Necessidade de investir em polos ativos e supervisionados;
  • Gestão rígida de inadimplência, já que regras afetam até certificação;
  • Pressão para aumentar a retenção com ações de engajamento e inovação;
  • Desafio de formar professores e profissionais de saúde com experiências presenciais, laboratórios e estágios supervisionados.

A busca por diferenciação fica ainda mais visível. Muitos estão apostando em projetos focados em experiência do aluno, acompanhamento personalizado e uso de dados para tomar decisões. Não por acaso, o tema gestão educacional está cada vez mais popular entre mantenedores e coordenadores.

O papel dos polos EAD e obrigatoriedade de atividades presenciais

Se algum gestor ainda considerava o polo apenas como “um endereço para cumprir lei”, agora não pode mais pensar assim. A nova EAD exige polos participativos, real integração com comunidades locais, e atividades regulares voltadas ao desenvolvimento dos alunos.

Polos são, de fato, braços estruturais do ensino a distância.

A obrigatoriedade de atividades presenciais em licenciaturas e saúde obriga as escolas a investir não só em espaços, mas em supervisão pedagógica, infraestrutura de laboratórios, integração de estágios e monitoramento contínuo.

Falo isso porque presenciais impactam diretamente na experiência do aluno, e na avaliação institucional. Boards diretivos precisam incluir essa variável no planejamento. Caso precise se aprofundar no tema, recomendo o conteúdo sobre captação de alunos da Amais, com dicas para fortalecer o posicionamento junto a novos perfis de estudante.

Como a qualidade entra no centro da discussão?

Com todas essas mudanças, falar de qualidade não é só um discurso. O novo cenário exige que escolas e faculdades privadas criem processos claros de acompanhamento, atendimento personalizado e integração entre setores. O caminho passa, cada vez mais, por tecnologia, análise de dados e compromisso com resultados reais, inclusive no combate à evasão, como trato neste guia de retenção.

Instituições que buscam inovação agregam também soluções digitais, acompanhamento automatizado, políticas de inclusão e atendimento estudantil. O novo EAD força adaptação, mas também abre oportunidades para quem pensa estrategicamente o crescimento sustentável do ensino privado.

A experiência da Amais mostra que parcerias bem estruturadas, uso correto da tecnologia e estratégias personalizadas são diferenciais importantes tanto para o crescimento de matrículas quanto para a retenção e sustentabilidade financeira.

Conclusão

As mudanças do novo EAD mostram que o tempo do improviso acabou. O setor privado precisa de planejamento, integração e inovação para crescer de forma sustentável. A experiência da Amais ilustra como agir rápido, adotar ferramentas inteligentes e buscar resultados continuamente faz toda diferença neste novo cenário. Se você quer garantir um lugar de destaque no ensino brasileiro, convido a conhecer mais sobre as soluções da Amais, invista na transformação da sua instituição e contribua para o avanço real da educação no país.

Perguntas frequentes sobre o novo EAD

O que mudou no novo ensino a distância?

O novo ensino a distância sofreu mudanças como exigência de polos ativos, mais avaliações presenciais em cursos de formação de professores e saúde, regras rigorosas de credenciamento e critérios de avaliação voltados à qualidade, impacto regional e inovação.

Como funciona o novo modelo de EAD?

No novo modelo, as instituições precisam demonstrar estrutura física nos polos, garantir atividades presenciais obrigatórias em alguns cursos e usar indicadores de acompanhamento. Além disso, o relacionamento do polo com a comunidade local e políticas de inclusão passaram a ter peso na avaliação do MEC.

Quais os impactos do novo EAD nas escolas?

As escolas privadas enfrentam ajustes em polos, aumento nos custos de supervisão presencial, necessidade de inovação em retenção de alunos e adaptação dos cursos tradicionais 100% online para formatos híbridos, seguindo exigências do MEC.

O novo EAD é melhor que o tradicional?

O novo EAD traz mais controle de qualidade, integração entre presencial e digital, e potencial para experiências mais completas aos alunos. Ele não substitui o presencial, mas amplia o alcance e eleva padrões importantes de formação e acompanhamento, especialmente em áreas sensíveis como saúde e licenciatura.

Vale a pena investir no novo EAD?

Sim, desde que a instituição adote estratégias sólidas de gestão, invista em polos ativos e aposte em inovação e tecnologia para atender às novas regras e ao perfil diversificado dos alunos atuais. O cenário é desafiador, mas também repleto de oportunidades para quem se antecipa e busca diferenciação no ensino privado.

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Valdeyr Cunha

Sobre o Autor

Valdeyr Cunha

Valdeyr Cunha é um entusiasta da inovação e tecnologia aplicada à educação, dedicando-se a criar soluções que apoiam escolas e faculdades privadas. Apaixonado por contribuir para a transformação do ensino no Brasil, ele acredita no poder da parceria e do planejamento estratégico para enfrentar desafios educacionais, como inadimplência e salas ociosas, visando sempre o crescimento sustentável das instituições de ensino.

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