Reunião estratégica em faculdade privada com gráficos de matrículas e inadimplência em tela

Ao longo dos meus anos acompanhando o ensino superior privado, percebo que o grande desafio das faculdades está além do ensino em si: envolve captar novos alunos, manter os atuais e equilibrar as finanças. Em meio ao cenário competitivo, saber crescer em matrículas e diminuir inadimplência faz a diferença entre avançar ou estagnar.

Os desafios da captação e retenção de alunos

Quando converso com gestores, frequentemente escuto relatos sobre salas ociosas e cursos com poucas matrículas. E isso não é por acaso: segundo pesquisas recentes do Instituto Semesp, apesar de mais da metade das instituições presenciais terem apresentado crescimento em 2024, houve queda considerável nas mensalidades, o que acirra a disputa por alunos e compromete margens financeiras.

Além disso, de acordo com o relatório Education at a Glance 2025 da OCDE, o Brasil é o país com maior média de estudantes por professor no setor privado. Isso traz uma preocupação extra: como manter qualidade diante de turmas tão numerosas?

Alunos bem atendidos têm mais chances de permanecer e indicar a instituição.

Como aumentar matrículas de forma estratégica

Na minha experiência, o crescimento no número de alunos exige planejamento realista e alinhado ao perfil regional. Aqui, eu destaco alguns pontos nocautes para quem deseja resultado:

  • Mapear a demanda onde a instituição atua e ofertar cursos conectados ao mercado;
  • Investir em marketing digital segmentado, ampliando a presença em redes sociais, parcerias locais e eventos;
  • Trazer diferenciais acadêmicos ou formatos flexíveis de pagamento para convencer indecisos.

Na própria curadoria de conteúdos sobre captação, abordo ferramentas digitais e estratégias personalizadas, cada vez mais decisivas nesse processo.

A importância do acompanhamento financeiro e combate à inadimplência

Outro ponto que não posso deixar de enfatizar é a gestão rigorosa das receitas. Nos meus estudos, vejo que inadimplência alta é frequência indesejada em muitas instituições. A 17ª edição da Pesquisa de Inadimplência do Ensino Superior Privado mostrou recuo para 8,73% no primeiro semestre de 2025, mas o índice ainda é elevado no contexto econômico brasileiro. Cursos presenciais reagiram melhor, segundo dados do Semesp.

Combater esse problema depende de:

  • Processos de cobrança humanizados com diálogo aberto;
  • Soluções tecnológicas que sinalizam riscos futuros e oferecem alternativas automáticas para renegociação;
  • Educação financeira e acompanhamento próximo dos alunos.

Tenho visto como iniciativas de cobrança humanizada (saiba mais sobre cobrança humanizada) conseguem melhorar a regularização de débitos, mostrando respeito e compreensão ao estudante.

Inovação tecnológica e parcerias para o futuro da educação

Vejo com bons olhos quando instituições buscam soluções inovadoras e especializadas, como as oferecidas pela Amais. O uso de CRM educacional, por exemplo, apoia a comunicação com candidatos e alunos de modo integrado, fortalecendo as etapas desde a captação até o relacionamento diário. Inclusive já tratei sobre isso em detalhes em um artigo dedicado ao papel do CRM educacional.

Os frutos aparecem também na retenção, pois iniciativas simples como acompanhamento de desempenho, notificações inteligentes e canais de atendimento digital contribuem para encantar e fidelizar. Este guia sobre retenção traz vários exemplos práticos desse processo em ação.

Parcerias como a da Amais ajudam faculdades a trilhar um caminho de crescimento sustentável, profissionalizando gestão e ampliando o impacto positivo na sociedade.

Conclusão

Ao combinar estratégia, inovação e gestão humana, as instituições de ensino têm mais chances de crescer em matrículas e ao mesmo tempo criar uma experiência de excelência para seu público. Se você busca transformar o desempenho da sua instituição, recomendo conhecer as soluções da Amais. Acompanhe nossos conteúdos, aprofunde-se nas práticas recomendadas e conte conosco como parceiros nessa jornada.

Perguntas frequentes

Como aumentar matrículas em faculdades?

O segredo está em planejamento estratégico, marketing digital direcionado e oferta de cursos alinhados ao mercado. Também é fundamental investir em relacionamento antes, durante e após o processo seletivo, utilizando sistemas modernos de gestão e canais que facilitem a jornada do aluno.

Quais estratégias reduzem inadimplência estudantil?

O acompanhamento preventivo das mensalidades, as cobranças humanizadas e o uso de tecnologia para identificar riscos são estratégias que trazem resultados. Além disso, ofertas de renegociação e canais de diálogo transparente ajudam a regularizar pendências e evitar evasão.

Vale a pena investir em bolsas de estudo?

Sim, desde que haja um plano bem definido para concessão das bolsas, de modo a equilibrar a atratividade da oferta com a sustentabilidade financeira da instituição. Bolsas estratégicas podem ser aliadas para ocupar vagas ociosas e atrair novos públicos.

Como melhorar retenção de alunos nas faculdades?

Programas de acompanhamento acadêmico, uso de notificações inteligentes, atendimento digital eficiente e ações que promovam sentimento de pertencimento são muito eficazes para melhorar retenção. A integração dessas soluções em um planejamento contínuo faz diferença no longo prazo.

O que causa inadimplência em instituições de ensino?

Os motivos principais incluem dificuldades financeiras dos alunos, falta de acompanhamento da instituição, ausência de canais claros para renegociação e comunicação pouco eficiente. Um olhar atento sobre os primeiros sinais de inadimplência pode evitar agravamento e evasão.

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Valdeyr Cunha

Sobre o Autor

Valdeyr Cunha

Valdeyr Cunha é um entusiasta da inovação e tecnologia aplicada à educação, dedicando-se a criar soluções que apoiam escolas e faculdades privadas. Apaixonado por contribuir para a transformação do ensino no Brasil, ele acredita no poder da parceria e do planejamento estratégico para enfrentar desafios educacionais, como inadimplência e salas ociosas, visando sempre o crescimento sustentável das instituições de ensino.

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